Debate – PARTICIPEM, POR FAVOR!
Por Tomás Anjos Barão, o ANTIGO Nº20 do 6ºI (2006/2007)
Estou aqui com uma inspiração crítica que nem vos digo! Só me apetece contar a todo o mundo e arredores o que me veio à cabeça. Hoje vivi outro episódio demonstrativo de uma escola portuguesa.
Estou aqui com uma inspiração crítica que nem vos digo! Só me apetece contar a todo o mundo e arredores o que me veio à cabeça. Hoje vivi outro episódio demonstrativo de uma escola portuguesa.
Quando entrei para o 7º ano, passei a morar no Algarve, em Lagos, de onde escrevo. "Ai, que bom!" é o que vos vem à cabeça. Mas entrei numa escola podre (Não sei se se pode dizer isto aqui acerca da minha escola, mas não gosto mesmo nada dela, o que é que querem?) e ainda por cima (uma desgraça nunca vem só), nunca mais participei fisicamente no Clube Super Leitores. Mas eu estou a escrever, claro que ainda participo. Só que à distância não tem graça. E logo a mim, que adoro Palmela e que "Palmela é o paraíso". Ou seja, dei pela minha vida a ir pelo cano a baixo.
Já disse que não gostava da escola. E agora justifico. A escola tem a mesma arquitectura que a maravilhosa Escola Básica Hermenegildo Capelo, onde vocês, meus queridos colegas e sucedentes do clube, têm a sorte de estar. Tem a arquitectura antiga, ou seja, passados dois anos aí, consigo andar na minha escola de olhos fechados. Mas não é isso. As duas escolas até podem ser velhíssimas e antiquadas (perguntem à professora Ana Carvalho, que dá aulas aí há tanto tempo e que vos pode contar umas histórias). Mas por dentro e em termos de regras e funcionamento, é uma escola podre.
Então, o episódio...
Por acaso os alunos fizeram mal a alguém para merecerem este castigo? Acabei a aula de Educação Física e saí para os meus escassos 45 minutos de almoço. Cheguei ao polivalente e a habitual dorzinha de cabeça apareceu ao olhar para a fila infernal que me esperava para uma tortura séria. E vinha com as duas mochilas: os mais de 12 quilogramas (que de gramas não tem nada...) e a mala de Educação Física, tão necessária para o momento... Só não a pus no cacifo porque era o tempo suficiente para que o meu lugarzinho na tortura fosse mais violento (ou seja, que ficasse mais atrás ainda).
Bem, o que é que podia fazer? Tive que esperar. Ao fim de uns 10 minutos senti a habitual dorzinha nos ombros e nas costas. "O que fiz eu para merecer isto? Sou só um pobrezinho de um aluno comum a querer almoçar!". Decidi pôr as mochilas no chão. E para quem vive com a dorzinha a toda a hora, é difícil fazê-la desaparecer.
Esperei, esperei e esperei mais. (Para tornar este texto chato mais dinâmico: esperem também uma meia hora antes de continuar e ponham as vossas malas às costas. Dói, não é? Pois, o que é que se quer? Somos alunos, temos que sofrer.)
Depois de esperar e esperar e esperar mais, cheguei ao pé da pobre funcionária que passa a hora de almoço a recolher umas míseras senhas coloridas. Coloquei as mochilas às costas, para as poder transportar e a dorzinha chata regressou. Entreguei a minha senha, que foi cruelmente espetada num "pauzinho" de ferro (que horror! Nessa escola não fazem isso, põem suavemente numa caixinha de metal acolhedora).
Passei para a fila pequena, onde todos tiram o tabuleiro e põem a comida. Depois sentei-me numa cadeirinha, aliviando o peso nos meus queridos ombros e costas.

Aqui lanço o debate (Que acho que é o primeiro do clube, vamos ver ganha fama).
O que é que achas acerca das mochilas pesadas? Os professores exageram nos livros e cadernos, sem os quais temos falta de material? Ou são os alunos a levar coisas desnecessárias? As editoras não podiam fazer livros menos pesados e por volumes? Quem tem razão? Como podemos resolver este problema?
E as filas de almoço? Onde têm origem? Faltam regras, funcionárias ou condições? Como podemos resolver este problema?

A minha opinião:
A Ministra da Educação, os professores e os funcionários não têm que sofrer com estes problemas e por isso fazem parecer que não se preocupam connosco. Peço então à professora Ana Guida que se auto-exclua deste grupo e que tente aliviar o peso das mochilas dos alunos, pelo menos na aula de Português, apesar de não saber como é a professora neste aspecto.
A Ministra da Educação, os professores e os funcionários não têm que sofrer com estes problemas e por isso fazem parecer que não se preocupam connosco. Peço então à professora Ana Guida que se auto-exclua deste grupo e que tente aliviar o peso das mochilas dos alunos, pelo menos na aula de Português, apesar de não saber como é a professora neste aspecto.
Este é o desafio que vos deixo: num pequeno comentário (ou grande, se a preguiça estiver à parte) responder a estas perguntas segundo a vossa opinião, como se faz em Formação Cívica.
----»»»CLICA AQUI PARA PARTICIPAR NO DEBATE. «««----